© 2016 por Felipe Madeira

 
 

Marmita Coité

Finalista - Prêmio Objeto Brasileiro 2018 (Museu A Casa)
Materiais: Madeira
2018
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Projeto Estúdio Felipe Madeira e Virgínia Palmier

A marmita Coité surge da observação do uso crescente de marmitas nos ambientes coletivos e de trabalho, deixando de ser percebidas como um objeto estigmado e popularizando-se devido aos fatores econômicos e saudáveis atrelados ao benefício de trazer sua refeição de casa.

 

Junto com o aumento do uso desses recipientes surgem novos modelos, formas, aplicações, tecnologias. Entretanto uma característica se faz presente na grande maioria: o uso do plástico. Material que se popularizou na década de 70 e desde então, graças ao seu alto potencial formal, alta variedade de cores e texturas e baixo custo de produção, predomina nas casas ao redor do mundo.

 

Entretanto este material tão próspero para as indústrias apresenta uma grande desvantagem para o planeta, sua não biodegradação.

 

Tendo essas questões em mente, nos propusemos a dar dois passos para trás e repensar o futuro sob a ótica dos nossos ancestrais. Procurar soluções e tecnologias provenientes da natureza aliando-as as demandas contemporâneas.

 

Desta pesquisa surge a Marmita Coité, fazendo alusão às cuias produzidas com os Coités, frutos do nosso solo que quando maduros ficam rígidos e ocos, usados como recipiente para comidas e bebidas por indígenas.

 

Suas cubas e tampas são produzidas com madeira maciça torneada por artesões locais e seu acabamento conta com a tecnologia brasileira da Resina de Mamona, polímero atóxico, biodegradável, inerte e impermeável que confere ao produto uma camada que protege a madeira do contato com alimento e água (durante sua higienização).

MATERIAIS
Madeira Maciça
DIMENSÕES
L15 x P15 x A6,5